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Baseando-se numa exaustiva elaboração de dados estatísticos, esta obra revela as leis do desenvolvimento capitalista na sociedade rural portuguesa, demonstra os níveis de expansão capitalista já atingidos e enuncia as linhas da sua progressão futura. E à medida que o vai fazendo, são as próprias teses marxistas-leninistas sobre a questão agrária que encontram nela a confirmação da sua validade.

     É esta superioridade metodológica que permite a Álvaro Cunhal contestar sem apelo certas «estatísticas» oficiais, elaboradas não para revelar mas encobrir a realidade, detectar erros e gralhas tipográficas em dados numéricos publicados, que não obstante isso são utilizados tal qual em seus estudos por reputados especialistas..., desfazer ideias preconcebidas e desmistificar as mais variadas teorias apologéticas – o que confere ao livro um tom polémico que prende o leitor apesar da aridez da avalanche de números. Este último aspecto insere-se, aliás, naquilo que é uma constante do livro: o rigor da análise alicerça a tomada de posição de classe face ao carácter contraditório do desenvolvimento do capitalismo na agricultura, o qual promove simultaneamente progressos e retrocessos que, contudo, têm sempre a mesma consequência para as classes exploradas: intensificação da exploração.

 
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