Este romance do escritor sul-africano Alex La Guma, A Luz Que Rompe as Trevas, escrito em 1972, retrata a luta heróica dos militantes clandestinos contra o regime do apartheid e a sua crueldade perante os trabalhadores e o povo.

Centrando o enredo em dois homens, o livro vai denunciando as injustiças da vida quotidiana: da senhora despejada de sua casa, do velho que morre de exaustão no trabalho, das burocracias para se poder viver, do mundo reservado Só para Brancos. No meio de tudo, a luta organizada, a generosidade de classe e a tortura da polícia.

Alex la Guma nasceu em 1925, na Cidade do Cabo, tendo aderido ao Partido Comunista Sul Africano em 1948. Foi um dos 156 acusados no Julgamento por Traição de 1956, que levou praticamente todo Comité Executivo do ANC – Congresso Nacional Africano a tribunal. Seria preso várias vezes, tendo posteriormente partido para o exílio, primeiro para o Reino Unido e depois para Cuba, onde viria a falecer em 1985, mantendo até ao fim da vida, mesmo no estrangeiro, responsabilidades na organização do ANC.

 

 
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